quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Raiz de Lótus

Eu adoro essa raiz!

A raiz de lótus (renkon) é um rizoma muito consumido na culinária oriental e conhecida por seus benefícios à saúde, principalmente, do sistema respiratório.

Quando criança, ao pequeno sinal de gripe ou tosse, eu era obrigada a tomar o chá da raiz seca com gotas de sumo de gengibre. Tomei tanto como remédio que, até hoje, é a única forma que não gosto e continuo tomando como remédio... Mas não se assustem! Todos dizem que o chá é saboroso.

Não é muito simples encontrá-la fora de São Paulo, mas aqui em Brasília, na época da raiz, encontramos na Mikami (415 sul). Justamente por essa falta de disponibilidade que eu não enjoei do sumo da lótus fresca (rala-se a raiz e espreme-se com um pano para extrair o sumo) com gotas de gengibre, outra forma de remédio para gripes e outros problemas respiratórios. O sumo também auxilia no tratamento de hemorragias.

Em seu uso culinário, há várias formas de prepará-la (crua, cozida, frita, etc)... Hoje darei a receita do modo que mais faço em casa. Preparada com algas, fica mais saborosa e mais rica nutricionalmente.

Na hora de escolher, é bom que ela esteja o mais clarinha possível (marrom claro) e com as pontas fechadas por seus nós, de forma a proteger o seu conteúdo.




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Orientações Básicas de como fazer Kombucha em casa

O kombucha é uma bebida milenar, produzida a partir de chá ou infusão adoçados e fermentados com uma colônia simbiótica de bactérias e fungos chamada em inglês de SCOBY (Symbiotic Culture Of Bacteria and Yeast).

Trata-se de uma bebida probiótica, que auxilia na recomposição da flora intestinal. Apesar de ser conhecida por seus inúmeros benefícios à saúde, recomenda-se que cada pessoa prove e observe os reais benefícios no próprio corpo.

Após a primeira fermentação, o chá fermentado (ácido e adocicado) pode passar por uma segunda fermentação, na qual é saborizado, transformando-se em uma bebida gasosa e com o sabor escolhido.

O interessante é que cada um pode produzir uma bebida probiótica e que tenha o sabor adequado ao seu próprio gosto.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

Oficina de Kombucha - 7 de maio - Brasília

A próxima oficina de Kombucha, uma bebida à base de chá fermentado e cheia de probióticos, já está marcada: 7 de maio, às 9h30 da manhã!

Será uma manhã de domingo deliciosa e cheia de energia boa.

Esta Oficina é resultado da parceria com os amigos queridos da cafeteria Los Baristas, que serve cafés deliciosos, na 404 norte.

Inscrições até o dia 26/04 terão 10% de desconto.

No facebook, há uma página do evento (clique aqui). Informações sobre kombucha e a última oficina aqui.



ATUALIZAÇÃO:

A Oficina foi linda!!! Que energia boa dessa galera!!! Agradeço a todos que trocaram sua manhã de descanso para ouvir/falar sobre o kombucha. Segue o registro:






Para quem não pôde comparecer, logo informo a data da próxima.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Oficina do Mercadinho

Hoje foi dia de uma experiência muito bacana: falei um pouquinho sobre kombucha no Mercadinho do Brasília Shopping, em uma oficina introdutória sobre esse assunto quase infinito, subconjunto de um outro tema maior: a fermentação de alimentos.

A ideia é que mais pessoas se animem a fazer seus fermentados em casa.

Como não foi possível realizar a inscrição de todos que queriam participar da Oficina, prometi postar o conteúdo dela aqui no blog. No instagram, pela hashtag #tampopokombucha, é possível acompanhar algumas de minhas aventuras.

Todavia, antes de mais nada, preciso fazer alguns agradecimentos:

- À nutricionista/colunista Neide Rigo, aos queridos Fernando e ao Leo (Cia dos Fermentados), e à Chef Ana Castro pelos ensinamentos e receitas;
- À Vera Viana, minha maior professora, por sempre ter inserido os fermentados em minha alimentação;
- À Gracilene, do Pé de Lima pelo convite;
- Ao meu parceiro Bruno Ayub, ao padrasto Jorge Bittar e às amigas Angela Rosa e Regina Rolo pelo apoio na Oficina;
- À todos que participaram do evento com tanta confiança e carinho.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"CEVICHE" TROPICAL DE COCO


O "ceviche" de coco foi uma grande surpresa, pois não sou muito adepta de coisas que parecem mas não são. Gosto de sabores com personalidade e identidade. 

Todavia, confesso que tenho me surpreendido com alguns experimentos, como a receita de hoje e o "Iogurte" Fermentado de Coco. Lição: é importante dar chance aos sabores, independente do nome que eles recebam. 

Esta receita é uma versão vegana do ceviche tradicional. É uma ótima opção para os dias quentes, sendo você vegano ou não. O mais legal é que, em uma oficina culinária que dei no trabalho, o ceviche de coco fez sucesso com quem não gosta de coco, com quem não gosta de peixe cru e com quem adora a versão tradicional. Isso que é agradar a "gregos e troinanos".

Caso prefira uma opção de ceviche com peixe, já publiquei o Ceviche ao Maracujá e o Ceviche de Atum, além de uma referência a uma receita de Ceviche Tradicional. E viva a diversidade!
Fotos de Bruno Ayub.
A quantidade da receita serve 3 pessoas.



Ingredientes:

- 2 ou 3 cocos verdes
- 1 caju
- ½ cebola roxa
- 8 tomates sweetgrape
- 1/3 de talo de salsão
- 1 pimenta dedo-de-moça ou bode (opcional)
- 1 colher de sopa de azeite
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- sumo de 1 limão
- coentro a gosto






Modo de Fazer:

Cortar ½ da cebola roxa em julienne (meia-lua). Deixar molho em água filtrada por, pelo menos, 5 minutos para tirar o excesso de picância. Escorrer.

Picar a pimenta dedo-de-moça. Se preferir menos picante, tirar as sementes antes de picar.

Picar o coentro.

Cortar os tomatinhos em 4 pedaços.

Cortar o caju em cubos.

Cortar o salsão em brunoise (cubos pequenos).


Abrir os cocos verdes com um facão (e muito cuidado!) ou pedir para o vendedor abrir antes de levar pra casa. Se a polpa do coco estiver mais grossa (madura), 2 cocos são suficientes. Se estiver mais fina, o ideal é usar 3 cocos. Se estiver muito novo, não dá para fazer o ceviche, pois virará um creminho.


Com uma colher, tirar a polpa do coco, tirando a casquinha marrom que pode acabar saindo junto. Em seguida, cortar em retângulos de, aproximadamente, 4 x 2 cm. 

Em um bowl, juntar o coco verde, o caju, a cebola, a pimenta dedo-de-moça, o tomate e o salsão.

Por fim, temperar com o azeite, o sal, a pimenta-do-reino, o sumo de limão e o coentro a gosto. Provar e corrigir o sal ou a acidez.

Deixar marinar por 10 minutos na geladeira e servir.

Servir como entrada ou como uma salada no acompanhamento da refeição.


Bom apetite!