sábado, 14 de junho de 2014

Contos da minha infância - Parte 1

Todos me perguntam por que tenho uma alimentação tão especial e cuidada... Sempre digo que tudo começou pela forma como fui criada... 

O cuidado com minha alimentação sempre foi o foco de minha mãe, pois ela sabia que essa educação seria importante para minha saúde e influenciaria a minha forma de encarar a vida como um todo.

Trascrevo aqui um dos relatados dela:

"Quando eu cheguei da Argélia e comecei a Alimentação Vitalícia, com um diagnóstico de pouco tempo de vida, tive que me submeter a um tratamento com uma alimentação muito restrita. Passei quase dois anos comendo apenas o arroz integral, uma conserva, uma raiz e uma verdura. Apesar da visível recuperação da saúde, muitas vezes eu reclamava dessa restrição. Nestes momentos, o Professor Kikuchi contava-me o seguinte conto oriental:

Era uma vez um rei de uma região muito importante que não se apetecia por comida alguma. Por mais que o cozinheiro real se esforçasse e produzisse as iguarias mais sofisticadas e visualmente atraentes, nenhuma lhe agradava. Certo dia, decidiu despedir o cozinheiro e testar vários candidatos para substitui-lo. De todos os candidatos testados, nenhum foi selecionado. Quando todas as possibilidades foram esgotadas e seus assessores já não sabiam mais o que fazer. Então, um humilde serviçal disse que conhecia um ermitão que morava no alto de uma montanha que fazia a melhor comida que alguém poderia experimentar, mas o rei teria que subir caminhando até o local, pois ele só cozinharia em sua própria cozinha.

O rei esbravejou e disse que mataria o ermitão caso não apreciasse o alimento oferecido. Assim, o rei e seu séquito foram caminhando, subindo a alta montanha até que chegaram a uma casa muito humilde e lá ficaram esperando. O rei, pelo esforço da caminhada e pelo passar do tempo, estava com muita fome, o que fazia com que suas ameaças de morte ao ermitão fossem cada vez mais violentas. Quando o sol já se punha, o ermitão chegou com uma tigela de arroz e três fatias de sukemono, que é uma conserva de nabo. A fome era tão grande que ele olhou o alimento e sem nada dizer começou a comer, comeu tudo e considerou aquela a melhor comida que já houvera provado.

Hoje em dia, todas as vezes que não sinto o sabor do arroz, fico em jejum até recuperar o apetite. Faço disto o meu apoio, a forma de medir e saber o estado geral do meu organismo. A comida tem que ser de qualidade, ter energia e nosso organismo deve saciar-se com a simplicidade do alimento, com o necessário.

Palestrando em Curitiba, o Professor disse:
“Eu gosto, eu gosto, eu gosto... palavra muito sensorial, baixa mesmo. Maioria das pessoas se degenerando porque se alimentam mais desejosamente do que necessariamente.” 

Com o tempo e disciplina, o discernimento vai influenciando outras áreas da vida. Vai eliminando o supérfluo, vai focando no principal e a mente passa a conectar-se não só com o corpo, mas com todo o universo. 

É ter a consciência de estar vivendo o presente naquele momento.
É ficar sempre presente no momento."

Arroz Integral (clique aqui para ver a receita)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Taioba

A taioba é uma verdura pouco conhecida, mas rica em vitamina A, vitamina C, ferro e fibras.

Raramente se vê para vender nos dias de hoje, mas cresce em vários quintais por aí (inclusive no dos meus sogros!), o que é ótimo, pois são quase sempre produzidas sem agrotóxicos.

Nem toda taioba é comestível, mas clique aqui e veja um vídeo que mostra a diferença entre a taioba brava e a comestível. O blog Come-se da Neide Rigo traz informações bem interessantes também. Aliás, ela tem um conhecimento incrível sobre os ingredientes brasileiros.

Pode-se preparar a taioba como a couve: picadinha fininha e refogada.

Mas prefiro fazê-la em pedaços maiores e rasgada com a mão. Fica deliciosamente macia!

O preparo é simples e rápido.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mix de Cogumelos à Provençal

Aqui em casa, adoramos cogumelos. O ideal é que sejam consumidos o mais frescos possível, mas isso nem sempre é possível em Brasília.

Nesta receita, juntei o sjimeji, o shitaki e o cogumelo de paris. Pode ser feito com apenas um tipo ou com outros tipos diferentes.



É rápido e fica uma delícia para se comer com arroz!

O mais gostoso é usar ervas frescas, mas pode ser feito com aquelas ervas de provence secas.

Graças ao meu lindo marido, temos todos os temperos da receita na (pequenina) varanda de casa, além de minhoquinhas famintas por nosso lixo orgânico e um pé de  pimenta dedo-de-moça enfeitando a sala. Aliás, isso é um capítulo à parte que merece uma postagem específica... 

Vamos à receita!