terça-feira, 29 de maio de 2012

Alho Negro Caseiro - Como fazer?

Desde que conheci o alho negro, coloquei na cabeça que iria dar um jeito de fazê-lo em casa.

Sabia que o alho deveria sofrer um longo processo de maturação, com temperatura (cerca de 60ºC) e umidade controladas.

Não sei como é o processo industrial do alho negro, mas o caseiro ficou bem parecido, embora um pouco mais úmido.

Depois de alguns dias na geladeira, o sabor do alho ficou praticamente idêntico aos que eu já havia comprado.

A pedidos, vou explicar o modo como fiz. Quem tiver interesse, pode pegar a essência do processo e tentar adaptar aos utensílios disponíveis em casa.


UTENSÍLIOS:
Panela elétrica de fazer arroz (capacidade de 10 copos)
Suporte com aproximadamente 20cm de diâmetro e 15cm de altura
Fita isolante
Papel Alumínio
Papel Manteiga

INGREDIENTES:
20 cabeças de alho comum de boa qualidade


MODO DE FAZER:

Cobrir a panela de arroz com 4 faixas de papel alumínio, distribuídas de forma a cobrir todos os lados internos do recipiente da panela de arroz. É importante que as faixas tenham cumprimento para cobrir todos os lados do recipiente e ainda sobrar o suficiente para cobrir as cabeças de alho (que serão colocadas depois).

Em seguida, fazer o mesmo com o papel manteiga, de forma a cobrir todo o papel alumínio.


Distribuir no fundo do recipiente uma camada de cabeças de alho.


Colocar o suporte sobre a primeira camada e fazer outra camada de alho.

Suporte para a segunda camada de alho não emprensar a camada inferior.

Segunda camada de alho.

Envolver o alho com as faixas de papel manteiga e alumínio.


Colocar mais uma camada de papel alumínio por cima de tudo.


 Colocar dentro da panela elétrica.


Vedar todas as saídas de vapor da panela com fita isolante.


A partir disso, ligar a panela na tomada e deixar na função de aquecimento por 21 dias.


No 21º dia, tirar a fita isolante e deixar por mais 5 horas.


Pronto!!! Basta abrir a panela e deixar o alho esfriar.

Depois disso, é só usar.

Que tal um Linguine com tomatinhos e alho negro? Fácil e rápido!

Demorado é só o alho negro mesmo...



DICAS E CONSIDERAÇÕES:

a) Quanto melhor o alho comum utilizado, melhor será o seu alho negro.
b) Conservar o alho negro, depois de pronto, em geladeira.
c) O suporte que eu tenho em casa é de metal. Acho que ele esquentou muito e deu uma ressecada nos alhos da camada de cima. Vou procurar um de madeira.
d) Não sei ao certo qual a temperatura interna da panela elétrica na função de aquecimento, mas li que a temperatura ideal é de 60ºC a 70ºC.
e) Outro teste que quero fazer é o de envolver cada uma das camadas em um pacote separado de papel manteiga e papel alumínio para ver se a umidade se conserva melhor.
f) O uso da fita isolante é essencial para que o alho não perca a umidade. Quando fiz sem a fita, o alho virou pedra.
g) Li algumas matérias interessantes no site do Alho Negro Luigi, incluindo uma que fala sobre os seus benefícios.
h) Para quem quiser fazer um alho profissional, há algumas apostilas anunciadas na internet que explicam o processo. Como não comprei nenhuma, não tenho indicação para fazer.
i) Comprei duas marcas de alho negro e achei que o da Marisa Ono é o mais saboroso e de textura mais cremosa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Alho Negro Caseiro

Consegui!!!

Depois de 20 dias fechado em uma panela elétrica, produzi meu próprio alho negro!!!

Claro que não passa por todos os processos do alho negro industrial, mas o sabor é muito semelhante.

Experimente receitas novas com essa versão diferente de alho. Fica ótimo com massas, como na receita do Linguine com tomatinhos e alho negro.


Bom apetite!!!

sábado, 19 de maio de 2012

Robalo Grelhado e Food Revolution Day

Hoje é o Food Revolution Day!!!

O que é o Dia da Revolução Alimentar? Trata-se de uma iniciativa de alcance mundial.

"O Dia da Revolução Alimentar, em 19 de Maio, é uma oportunidade para pessoas que gostam de comida se unirem para compartilhar informações, talentos e recursos; para transmitir os seus conhecimentos e destacar as questões alimentares do mundo. Em todo o mundo, as pessoas trabalharão juntas para fazer a diferença. O Dia da Revolução Alimentar diz respeito a se conectar com a sua comunidade por meio de eventos em escolas, restaurantes, empresas locais, jantares e mercados de agricultores. Queremos inspirar a mudança nos hábitos alimentares das pessoas e promover a missão: melhor comida e educação para todos." (Tradução Livre - Site Oficial em inglês)

Em homenagem a esse dia, postarei uma receita fácil e saudável: Robalo Grelhado. Assim, todos podem testá-la!

A receita é bem rápida, podendo ser feita com o peixe fresco (sempre a melhor opção) ou descongelado (opção mais prática).


INGREDIENTES:

- 600g de filé de robalo
- azeite extra virgem
- sal
- pimenta do reino


MODO DE FAZER:

Em um recipiente, temperar o peixe com azeite, sal e pimenta do reino a gosto e deixar descansar por 10 minutos.


Aquecer uma frigideira com 3 colheres de sopa de azeite.


Colocar os pedaços de peixe na frigideira com o lado onde ficava a pele virada para baixo. Deixar grelhando, em fogo médio, até dourar a parte de baixo, de 5 a 10 minutos.


Virar o peixe e deixar grelhar por mais alguns minutos até dourar o outro lado.  


Em seguida, virar novamente o peixe e baixar o fogo. Perceber que na lateral do filé a cor e a textura do peixe vão mudando da borda para o centro. Esse é o sinal de que o peixe está cozinhando por dentro.

Quando estiver cozido por inteiro, o robalo está pronto!

Para ter certeza de que está cozido por dentro, pode-se espetar um garfo. Se ele afundar sem nenhuma resistência no meio do filé, é porque o peixe está pronto.


Servir com arroz e uma salada orgânica. Além disso, regar o peixe com um fio de azeite extra virgem e umas gotinhas de limão.

Bom apetite!!!


DICAS:

a) Na hora de comprar o filé de peixe, escolha um robalo inteiro bem bonito e peça para o peixeiro tirar o filé (sem a pele). Assim, garante-se um peixe mais fresco.

b) Outra dica é dividir o filé em pedaços menores, do tamanho que serão grelhados. Separar os pedaços que serão feitos para a refeição do dia e congelar os demais. A melhor forma de congelar os pedaços embalando em saquinhos individuais, pois, na próxima vez que for fazê-lo, fica mais fácil para descongelar apenas a quantidade desejada.

c) Na hora de grelhar, não pressionar o robalo com a espátula, pois isso faz com que o suco do peixe escape, deixando-o ressecado.

d) Essa receita pode ser feita com qualquer tipo de peixe em filé. 



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Uma volta por Punta Del Este - Parte 3

No outro dia, fizemos o passeio mais interessante da viagem ao Uruguai, uma visita a uma fazenda que produz azeite: Colinas de Garzón. Lá tivemos a oportunidade de colher azeitonas nas oliveiras, conhecer o processo de produção de azeite e degustar azeites e vinhos.

Entrada da Fábrica de Azeites
A propriedade é linda! A única dificuldade foi a falta de indicação no caminho para chegar até lá. Mas chegamos sem nenhum desvio de percurso. Fica a mais ou menos uma hora do centro de Punta.
O frio cortante não nos impediu de fazer um passeio para a colheita, pois eles tinham, à disposição dos visitantes, mantas de lã. As nossas guias eram muito simpáticas e atenciosas. Falavam e entendiam bem português.

O passeio que fizemos começa pela colheita das azeitonas, mas existem vários opções de visitas.

Azeitonas no pé
Nunca pensei que a azeitona fosse tão amarga. Ela passa por um processo especial para chegar às nossas mesas com o amargor mais suave.

Colheita das Azeitonas


Resultado da Colheita
Após a colheita, o visitante faz um tour pela fábrica. A estrutura de demonstração do processo produtivo é muito bem montada.

Máquina de Lavagem das Azeitonas
Após conhecer o processo de produção, passamos para a degustação dos azeites. Parte saborosa do passeio! Aliás, foi bem legal! Consegui apreciar a diferença de sabor dos quatro tipos de azeites que nos foram apresentados. Uma delícia o frescor dos azeites, pois eram todos recém-produzidos.

Os azeites, todos extravirgens e sem adição de produtos químicos, se diferenciavam pelos tipos de azeitonas utilizadas em sua composição.


Mesa Montada para a Degustação
Descobri que a azeitona preta é a mesma azeitona verde, mas em estágio mais avançado de amadurecimento. Não sei se eu era a única no mundo que não sabia disso...

Ah, eles também vendem vinho, mel e amêndoas. Estas são super crocantes e saborosas.

Para uma apreciadora de azeites, não havia passeio mais interessante, fechando assim, com chave de ouro, nosso tour por Punta Del Este.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma volta por Punta Del Este - Parte 2

No dia seguinte à chegada a Punta Del Este, o destaque foi o restaurante La Huella, situado em uma bela praia perto do Farol de José Ignácio, a aproximadamente 35 km do centro de Punta.



Trata-se de uma construção simples sobre a areia da praia. Ao mesmo tempo em que é cheio de estilo, é também descolado. Os garçons trabalham vestidos de roupa Lacoste. Mais uma vez, a única parte que assusta um pouco são os preços. Porém, nem pense em almoçar por lá sem reserva. Punta estava deserta nos dias em que estivemos por lá, mas o La Huella estava lotado. Realmente não sei de onde saiu aquela quantidade de gente.

Como entrada, pedimos uma porção de lulas na brasa, que já vieram divididas em dois pratos. Muito bem servida, daria bem para umas 3 pessoas. Esse prato é bem tranquilo de se reproduzir em casa... Testarei!


Já como prato principal, pedimos uma Brótula grelhada com purê de abóbora e uma Casuela de frutos-do-mar. Mais uma vez fiquei feliz pelo fato de o purê de abóbora não conter leite. Percebi que os uruguaios não têm o hábito de colocar derivados de leite em tudo que fazem.



A Casuela é uma sopa de grão-de-bico com alho poró, peixe, camarão e mexilhão. Bem gostosa! E também não parece ter muitos segredos... Boa para os dias de frio!

Esse passeio vale muito a pena pela vista do restaurante. Bom, quem conhece as praias do Brasil não chega a se impressionar, mas é bonita e bem agradável.

A próxima postagem, e última sobre Punta Del Este, é sobre a visita que fizemos a uma fábrica de azeites, chamada Colinas de Garzón.

Continuem experimentando as receitas!