sábado, 29 de dezembro de 2012

Anchova Assada a la Walter

Essa receita realmente fez parte da minha infância...

Meu pai, Walter, já fazia a Anchova Assada antes de eu nascer. Minha mãe incorporou a receita ao seu vasto cardápio de comidas gostosas e acabei aprendendo também.

É uma boa pedida para a Ceia de Ano Novo...





INGREDIENTES:
- 1 anchova limpa e inteira
- 2 cebolas
- 1/3 de um maço de cebolinha
- 1 ou 2 pimentas dedo-de-moça
- sal
- shoyu
- sakê
- pimenta do reino
- óleo de girassol

MODO DE FAZER:

Lavar bem o peixe e secar com um pano limpo ou papel toalha. Passar sal por dentro e por fora da anchova e deixar descansando por uma hora.

Picar a cebola em cubinhos. Cortar a cebolinha e a pimenta dedo-de-moça em rodelas finas. 




Juntar esses ingredientes em uma bacia, acrescentar pimenta-do-reino a gosto, 1 colher de chá de sal, umas 3 colheres de sopa de shoyu, 3 colheres de sopa de sakê e 2 colheres de sopa de óleo de girassol. Misturar tudo, provar o sal e, se necessário, acrescentar um pouco mais de shoyu.




Cobrir uma assadeida com papel alumínio, colocar o peixe e recheá-lo com o tempero. Por fim, derramar o resto do caldo do tempero por cima do peixe, mas sem deixar ficar muito molhado.


Assar em forno pré-aquecido a 250 °C por aproximadamente 40 minutos. Se o peixe soltar muito caldo, retirar o excesso e ir regando aos poucos. Assim, evita-se que o peixe cozinhe em vez de assar.



Servir com arroz e salada.

Bom apetite! E um 2013 cheio de realizações e muita Luz!


DICAS:

a) A anchova pode ser assada com ou sem cabeça. O bom é que dentro da cabeça cabe bastante tempero.

b) Fica uma delícia com o shiro gohan (arroz japonês).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arroz com Jambu e Ovo Caipira

Ah, o Jambu!!!

É um desses produtos exóticos e especiais da natureza... 

Típica da culinária do Norte do Brasil, o jambu é rico em nutrientes, saboroso e ainda tem uma propriedade interessante: deixa a língua anestesiada.

Pode ser encontrado fresco, sendo vendido em maço, ou congelado e pré-cozido, sendo vendido em pacote.

A receita de hoje é simples, rápida e saborosa. A parte mais demorada é a de separar e lavar as folhas de jambu, mas isso pode ser feito com antecedência.

Vamos ao nosso arroz com jambu e ovo caipira!



INGREDIENTES:
- 1 e 1/2 de arroz branco
- 1 ovo caipira
- 3 dentes de alho ralados ou socados
- jambu
- sal
- pimenta-do-reino
- óleo de girassol

MODO DE FAZER:

Caso o jambu seja comprado fresco, tirar as folhas do talo com uma tesoura e lavá-las bem.

Em seguida, colocar um fio de óleo em uma frigideira e acrescentar as folhas de jambu, adicionando uma pitada de sal. Mexer, reduzir o fogo e tampar a panela por 1 minuto.


Tendo as folhas murchado, desligar o fogo e reservá-las.


Se o jambu for comprado congelado, basta passá-lo rapidamente em água fervente com um pouco de sal.

O próximo passo é lavar bem o arroz.

Em uma panela, colocar 2 colheres de sopa de óleo de girassol, acrescentar o alho e, logo em seguida, o arroz, reforgando-o.



Acrescentar água até 2 dedos acima do nível do arroz e 1 colher de chá rasa de sal. Tampar, deixando uma fresta para sair o vapor. Assim que ferver, diminuir a chama do fogão para fogo baixo (conforme a postagem Chamas do Fogão).


Quando o arroz estiver cozido, provar o sal. Caso falte, diluir mais um pouco de sal em um pouquinho de água e distribuir por cima do arroz. Se a água secar e o arroz não tiver cozido, pode-se acrescentar mais um pouco de água.


Acrescentar o jambu e misturar delicadamente.



Baixar o fogo para chama baixíssima, tampar e deixar por uns 30 segundos. Desligar.

Para acompanhar, fritar um ovo. Para isso, quebrar ovo em uma vasilha. Acrescentar uma pitada de sal e de pimentado do reino. Aquecer um frigideira, acrescentar um fio de óleo e colocar o ovo. Baixar a chama para o fogo baixo. Não costumo deixar muito tempo, apenas o suficiente para cozinhar a clara, pois gosto da gema molinha.

No caso em que se prefira uma gema mais durinha, fritar o ovo no fogo baixíssimo. Assim, pode-se deixar o ovo mais tempo no fogo, sem queimar a clara por baixo.



Basta montar o prato, colocando o arroz e o ovo por cima.




No caso da foto, fiz um purê de alho negro para acompanhar.

Pronto! Basta quebrar e a gema (quando estiver mole) e aproveitar.

Bom apetite!


DICAS:

a) Para um ovo frito de gema mole ficar mais perfeito ainda, separar a clara da gema. Na hora de fritar, aquecer o óleo levemente, e colocar primeiro a clara (em chama baixíssima). Quando começar a ficar branquinha, acrescentar a gema por cima e deixar apenas o tempo suficiente para aquecer a gema.

b) Em Brasília, o jambu pode ser encontrado no Ceasa, em algumas barracas na Feira do Guará e em casas especializadas em produtos paraenses.


domingo, 9 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tá na Época: Compota de Lichia

Tá na época de novo!

As lichias estão começando a aparecer, apesar de meio tímidas e verdolentas...


Esse início de temporada é excelente para fazer Compota de Lichia (clique aqui para ver a receita), pois o açúcar do doce ajuda a quebrar a acidez inicial da safra.

Ontem mesmo eu aproveitei algumas lichias bem azedinhas para fazer a compota. Super refrescante!

Essa compota pode ser comida pura ou como calda de algum outro doce. Além disso, juntando um bom sakê e gelo, faz-se uma deliciosa sakerosca de lichia...

Aproveite a temporada e experimente você também!

Bom apetite!

sábado, 17 de novembro de 2012

Que Marravilha! Linguado com pirão de tucupi, caviar frito e alho negro

Ontem eu estava assistindo ao Que Marravilha!, no canal GNT, e fiquei imaginando a riqueza de sabor e textura desse prato do Claude Troisgros: Linguado com pirão de tucupi, caviar frito e alho negro (clique aqui para assistir)... Macio, crocante, picante, cremoso, umami e muito mais!

Não é um prato trivial, mas fiquei muito curiosa. Tentarei reunir os ingredientes e postarei o teste aqui.

Claude ainda explica como fazer a pasta de alho negro (essa parte é simples), que realmente deve ficar bem interessante como acompanhamento de vários pratos.

Vale a pena assistir!

Fonte: http://gnt.globo.com/quemarravilha/


E, para quem ainda não conhece, fiz duas postagens interessantes sobre o alho negro:


Ah, esse alho também combina muito bem com batata assada, mas isso é assunto para outra postagem...

Continuem testando, criando e degustando!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Arroz Integral

Quem me conhece sabe que eu sou doida com arroz. Gosto de comê-lo no almoço e no jantar. Se bobear, tem arroz até no meu café da manhã.

Se não tiver arroz no almoço, é como se eu não tivesse almoçado. Pode ser o arroz branco comum, o japonês (gohan), o tailandês, o arbóreo, ou afins... Todavia, o tipo que eu como quase todos os dias é o arroz integral, pois é o mais completo: além de ser fonte energética, ele conserva seus nutrientes e suas fibras (importantes para o bom funcionamento do intestino e aumento da sensação de saciedade).

O problema é que muitas pessoas sentem dificuldade em consumir o arroz integral, seja porque não sabem prepará-lo, seja porque estranham o seu sabor.

Para as primeiras, vou passar a receita que minha mãe faz em casa há muitos anos e que é responsável por eu não gostar de nenhum arroz integral que eu coma na rua. Mas atenção, isso não significa um milagre para aquelas que não o apreciam mesmo, afinal o objetivo dessa receita é extrair do arroz o seu sabor original. 

O ideal é começar a introduzi-lo no cardápio diário. No início, pode parecer pouco palatável, mas, com o passar do tempo, ele se torna quase que essencial.

Bom, se mesmo assim houver dificuldades na inserção do arroz integral na dieta, aguardem que, em futuras postagens, trarei versões mais temperadas. Lembrando sempre que essa versão é uma das mais saudáveis.

Antes da receita, deixo dois trechos do Livro Arte Fundamental da Vida, da professora Bernadette Kikuchi que refletem a importância de se cozinhar e alimentar com amor:

"Na Arte Culinária Macrobiótica, o mais importante é a arte de cozinhar o arroz integral. (...) O arroz que se cozinha todos os dias, em qualquer dia, em qualquer lugar, qualquer que seja o seu tipo, ou qualquer que seja a panela utilizada, deve ser feito com muita atenção, amor e carinho, para que fique sempre saboroso." 

"Ao sentarmos à mesa para comer, devemos sentir respeito e gratidão pelo alimento, pelas pessoas que o prepararam e pelas pessoas que de alguma forma ou outra colaboraram para que pudéssemos tê-lo à mão. Podemos demonstrar esse respeito e gratidão mastigando bem o alimento, o que nos levará a assimilá-lo ao máximo, fazendo-nos evitar os excessos da gula."




INGREDIENTES:

- 3 copos americanos de arroz integral cateto
- 4 e 1/2 copos americanos de água
- 1 pitada de sal


MODO DE FAZER:

Colocar o arroz no liquidificador. Usando a função pulsar, socar 50 vezes o arroz para que solte um pouco de sua película, tomando cuidado para não quebrar os grãos. No meio do processo, dar uma sacudida no copo do liquidificador para misturá-los. Quanto mais velho e fraco o liquidificador, melhor... Sim, essa é uma parte delicada do processo.


Colocar o arroz - com a película que soltou e sem lavar - em uma panela grossa (pode ser de ferro, ferro fundido, pedra sabão ou aço inoxidável de fundo triplo) e cobrir com a água. Tampar e deixar de molho por aproximadamente 2 horas.



Adicionar uma pitada de sal ao arroz, colocar uma chapa de alumínio sob a panela, tampá-la e ligar em fogo alto até ferver.


Após ferver, diminuir a chama para o fogo baixíssimo, como explicado na postagem Chamas do Fogão, por 50 minutos.  Evitar destampar a panela durante o processo de cozimento. Após esse tempo, desligar o fogo e deixar descansando por 10 minutos. Em seguida, abrir a panela e pronto: arroz integral macio e saboroso!


O ponto perfeito do arroz é quando ele fica firme, mas macio e levemente úmido, sem empapar.

Apesar de parecer simples, o arroz integral é riquíssimo e prepará-lo é uma arte.

Aproveite o sabor e a saúde!



Bom apetite!


DICAS:

a) O processo de separação do arroz e sua pelicula no liquidificador só dá certo com o arroz do tipo cateto (grão curto). Não adianta fazer com o agulhinha (grão comprido). Esse processo faz com que o arroz fique mais macio. Se for diminuir a quantidade de arroz, socá-lo apenas 30 vezes.

b) Não lavar o arroz quando for utilizado o processo do liquidificador.

c) Pode-se variar a quantidade de arroz, colocando-se 1 e 1/2 copo (americano) de água a mais do que a medida de arroz.

d) Para acrescentar mais nutrientes e tempero à refeição, pode-se acrescentar um pouco de gersal (uma mistura de sementes de gergelim torrado e moído com sal marinho) por cima do arroz. 

e) Seguem abaixo duas fotos de chapas que podem ser usadas. Elas são fabricadas em aço com alumínio. Servem para permitir que o arroz cozinhe de forma lenta e homogênea sem grudar na panela. 





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Bolinho de Estudante

Eu adoro tapioca!

Inclusive já postei uma receita de tapioquinha feita com a goma (clique aqui).

Hoje postarei uma receita que me traz excelentes recordações: o Bolinho de Estudante.

Quem quiser viver uma experiência deliciosa, vá a Morro de São Paulo (uma ilha na Bahia) e assista a um lindo pôr-do-sol na varanda da Pousada Passárgada. Além de uma enorme variedade de sucos, eles vendem vários lanchinhos gostosos, entre eles, um bolinho de estudante bem quentinho. Delicioso!

Aqui eu postarei a minha versão caseira. Ele é feito com a tapioca granulada comprada em qualquer supermercado.




INGREDIENTES

200 ml de água morna
300 ml leite de coco caseiro
100g de coco ralado seco ou 120g do fresco
250g de tapioca granulada
100g de açúcar mascavo
1 colher (chá) de sal
Açúcar demerara ou mascavo (melhor que seja pulverizado) com canela
Óleo para fritar


MODO DE FAZER

Misturar a tapioca, o leite de coco, o coco ralado e o sal.



Esquentar a água até começar a ferver e jogar sobre a mistura de tapioca. Deixar de 10 a 16 minutos hidratando.


Despois de hidratar, acrescentar os 100g de açúcar mascavo e misturar bem com uma colher de pau até ficar uma mistura homogênea.


Fazer bolinhos como os da foto.



Fritar os bolinhos em óleo quente (aproximadamente 190º C). Se o óleo estiver muito frio, o bolinho pode ficar  oleoso. Se estiver muito quente, pode queimar por fora sem esquentar por dentro. Deixar mais ou menos dourado, de acordo com o gosto de cada um.



Quando retirar do óleo, escorrer bem e colocar sobre o papel toalha para tirar o excesso de óleo. Ainda quente, passar no açúcar com canela e servir!




Excelente para o lanche da tarde!

Bom apetite!


DICAS:

a) Eu gosto do bolinho com um doce suave. Quem gostar mais doce, aumente a quantidade de açúcar para 150 ou 200g de açúcar.
b) Eu uso preferencialmente o leite de coco caseiro. Quando não tem, uso o leite de coco tailandês em lata da marca Chaokoh (tem uma foto no final dessa receita de peixe tailandês) ou o leite de coco da Isola Bio, vendido no Pão de Açúcar.
c) O coco ralado pode ser seco ou fresco. O fresco é sempre mais saboroso, mas os dois ficam bons. Se for usar o seco, acho mais gostoso o que é ralado em fios.
d) Uma opção prática, é bater 500 ml de água morna com 300 g do coco seco descascado até o coco ficar em pedaços menores (mas não muito triturado). Assim, não precisa nem coar, pois já tem o coco ralado e o leite.
e) Se sobrar massa, pode ser guardada até o outro dia na geladeira.
f) Quem preferir não fritar, pode colocar em uma assadeira untada com óleo e assar no forno. Quando tirar estiver pronto, é só polvilhar com açúcar e canela.
g) Também pode ser comido sem assar. Basta colocar em uma travessa e, quando esfriar, cortar em quadrados. Vira um cuscuz de tapioca, mas sem leite. Bom para quem tem intolerância a lactose.
h) Antes de fritar, pode-se passar o bolinho em farinha de biju de tapioca. Fica mais crocante e bonito.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aviso: Problemas com o blog

Queridos Seguidores,

Estou com problemas com o domínio do blog.

Por isso, por enquanto, ele só pode ser acessado pelo endereço: www.tampopogourmet.blogspot.com.br .

Espero resolover isso logo!

Aguardem novas receitas e treinem as que já foram postadas...

Bom apetite!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um passeio por Nova Iorque - Parte 2

O mais legal de Nova Iorque é andar pelas ruas e observar pessoas e culturas do mundo inteiro.

O ideal é andar bastante a pé pela cidade, mas o metrô é o melhor e mais barato meio de locomoção (apesar de mais sujo)  quando for necessário percorrer longas distâncias.

Para não ter que comer qualquer coisa, marquei no Google Maps opções de restaurantes pela Ilha inteira. Assim, fizemos nossos passeios e, quando dava fome, era só escolher alguma opção próxima. Claro que não deixamos o elemento surpresa de lado. Se passávamos na frente de algum lugar interessante, entrávamos e experimentávamos.

No dia em que fomos assistir ao musical da Mary Poppins, aproveitamos para ir ao Bubba Gump (clique aqui). O restaurante é especializado em camarões e tem como temática o filme Forrest Gump.
Bruno, meu namorado, queria que eu provasse o Cajun Shrimp...

A pedido dele, eu havia preparado uma receita parecida (Camarão Bubba Gump), mas nunca havia provado o prato. Para nossa surpresa, o sabor era praticamente igual. A diferença mais marcante é que a versão original do restaurante é ainda mais apimentada do que a minha. E olha que eu adoro pimenta!

Os outros pratos que comemos estavam bons, mas nada de extraordinário.

O lugar é bacana e descolado, com preços acessíveis. Longe de ser alta gastronomia, é grande e bem americano. Acho que vale a pena a visita!  Fomos duas vezes, pois realmente gostamos do Cajun Shrimp. Além de ter um significado especial na nossa história...

Cajun Shrimp 

Uma grande e grata surpresa foi o Flex Mussels (clique aqui).

Minha prima disse que iria nos levar em um lugar onde se serviam mexilhões e cerveja. Confesso que estranhei, pois, na minha cabeça, os mexilhões sempre foram acompanhamento e não prato principal.

Como Pri, minha prima, só deu boas dicas, lá fomos nós à filial do Upper East Side.

A entrada foi um petisco de frutos-do-mar empanados. Sequinhos e gostosos. Só que o melhor ainda estava por vir...

Empanados de frutos-do-mar

O prato principal é a caçarola de mexilhões, com várias opções de molho. Vem em um caldo bem quente para se comer com pão. Com um garfinho, tiramos os mexilhões da casca. Deliciosos, temperados e macios! Só de pensar, a boca enche de água...

Eu escolhi a versão clássica (vinho, alho e ervas), já Priscila e Bruno escolheram uma versão com curry. Todos adoraram suas opções!

MUSSELS CLASSIC -  white wine, herbs, garlic


MUSSELS THAI - curry coconut broth, lemongrass, kaffir lime, coriander, lime, ginger, garlic

Outro passeio legal é conhecer o Chelsea Market (clique aqui), um mercado de comida e coisas de cozinha. Essa dica já tinha sido dada pela minha amiga Gabi. Super arrumado e bonito, foi construído em um bairro onde antigamente existiam matadouros de animais e açougues. A sujeira deu lugar a lojas charmosas.

Um dos destaques do Chelsea Market é o Lobster Place, onde se podem comer lagostas frescas. Para quem gosta do sabor natural da lagosta, o lugar é excelente. Elas não primam pelo tempero, mas acho que vale a visita.

Falando em lagosta, um lugar em que também comi uma gostosa foi no Pacific Grill (clique aqui). Claro que eu - viciada em arroz - tive que pedir uma porção à parte. Não peguei nenhuma dica do lugar. Só sei que a lagosta estava com uma textura excelente.

Lobster

No dia em que fomos conhecer o Brooklyn, aproveitamos para testar mais uma dica da Pri. Estranhei quando cheguei lá, pois o Five Leaves (clique aqui) parece uma hamburgueria numa esquina no meio do nada. Como alguém me indicaria uma hamburgueria? Mas confiança é confiança. Além da fome infinita que me atormentava àquela hora... (NOTA em 03/02/2015: Infelizmente, o Five Leaves fechou.)

Apesar de serem poucas as opções vegetarianas ou de pescados, a comida me surpreendeu. Acredito que a proposta do lugar seja servir alimentos despojados, mas de qualidade. De acordo com o cardápio, há vários ingredientes orgânicos.

Pedimos uma caçarola de mexilhões e um sanduíche de camarão. Muito bons! As folhas da salada que acompanhavam o sanduíche também eram super frescas e saborosas.

Steamed Mussels

Chilled Grilled Shrimp Roll

Outra informação interessante é que Nova Iorque possui vários Oysters Bars, ou seja, lugares que servem ostras além do cardápio comum. Não sei se acontece em todas as épocas do ano, mas, quando fomos (agosto/2012), eles tinham uma espécie de Happy Hour de ostras. De 17h às 19h, a unidade custava $0.99. 

Ostras Frescas

Por fim, fomos a um restaurante japonês, o Kenka (clique aqui), que é a cara dos filmes orientais antigos. Parece um boteco japonês...

Frequentado por estudantes, tem cerveja japonesa abundante e barata (não sei se é boa). Super caricato, de baixo custo e cheio de opções. Algumas bem feitas, outras nem tanto, outras bem mais ou menos. O destaque foi o sashimi de atum. Fresco e macio! Realmente, delicioso! 

Segue a foto da capa do cardápio para vocês terem noção da alma do lugar.


Para quem tiver um espírito mais simples e oriental, vale a visita! A noite foi bem divertida!

Bom, é isso! Essas foram as opções gastronômicas que mais nos surpreenderam ou chamaram a atenção. Fomos em alguns outros restaurantes vegetarianos, asiáticos e de frustos-do-mar, que, embora não ruins, também não justificam o registro.

Lembrando que paladar é uma questão muito pessoal e que qualidade de restaurante varia o tempo todo...

O importante é saber que Nova Iorque, talvez a cidade mais cosmopolita do mundo, possui infinitas tribos e culturas. E a gastronomia reflete bem isso. Então, quem souber procurar vai se encontrar e se surpreender! Claro que, no meio do caminho, pode aparecer algo difícil de engolir...

Boa viagem e bom apetite!


DICAS FINAIS:

a)  O blog Viver Nos EUA (clique aqui) tem boas dicas de pagamento de gorjetas nos serviços prestados e de etiqueta em restaurantes americanos (clique aqui).

b) No caso dos restaurantes, o mais prático é pegar o valor da taxa e multiplicar por dois. Então, se foram $8.00 de taxa, a gorjeta é de $16.00. É estranho, mas primeiro o garçon passa o cartão com o valor da conta e depois ele traz um papel para você assinar e acrescentar o valor da gorjeta. Por segurança. pode-se colocar um X no lugar do ponto. Assim, se o total da conta der $50.00, escreva $50X00.

c) Quando o restaurante for mais badalado, o ideal é fazer reserva antes. Eles não gostam muito de clientes sem reserva. O estranho nos EUA é que, em muitos restaurantes, eles trazem a conta assim que você termina a refeição, quase te expulsando. Não é como no Brasil em que ficamos horas sentados batendo papo.

d) O blog Fusca Que Te Assusta tem um tutorial legal de como comprar o METROCARD (clique aqui). Por 27 dólares, compramos um METROCARD que nos dava direito de fazer viagens ilimitadas de metrô por 7 dias. A única restrição é que tem esperar uns 15 minutos entre uma viagem e outra, a fim de evitar que mais de uma pessoa utilize o mesmo cartão.

e) Os supermercados possuem várias opções de comida. Neles se podem comprar saladas de frutas frescas em potinhos. Ótimas para o café-da-manhã.

f) Para quem gosta, também é possível comprar nos supermercados a água com gás natural italiana San Pellegrino por menos da metade do preço do mercado brasileiro. Super refrescantes!

g) Gostaria de ter conhecido o Bozu (clique aqui), restaurante japonês no Brooklyn, mas não deu tempo. Se alguém já foi, me conte o que achou.

h) Clique aqui para ver a primeira parte das dicas gastronômicas de Nova Iorque.

domingo, 16 de setembro de 2012

Um passeio por Nova Iorque - Parte 1

Este ano tive a oportunidade de fazer um passeio muito legal: uma semana em Nova Iorque com dicas (e hospedagem) da minha prima Pri, que está morando lá. Por sinal, uma excelente anfitriã! Obrigada, Pri! Nós adoramos!

Da primeira vez que fui a Nova Iorque, sofri com a comida, pois, além de não comer carne vermelha,  não gosto de comida pesada nem de fast food.

Mas dessa vez foi bem diferente. Pri indicou restaurantes com comidas bem saborosas!

Vou fazer um resumo do que eu mais gostei gastronomicamente, pois pode ajudar outras pessoas com dificuldades para comer American Food.

Com uma proposta vegetariana e orgânica, o primeiro restaurante que fomos foi o Gobo (clique aqui). Dizem que é frequentado pela Madonna. Gostei tanto que fomos duas vezes. Não foge à média de preço dos restaurantes de NY e é tudo muito saboroso. Só conheci o do Upper East Side, mas também há um no West Village. (NOTA em 03/02/2015: Infelizmente, o Gobo fechou.)

O que realmente me impressionou foi o tempero. Tudo bem gostoso!

Eu adorei esse macarrão de arroz com broto de feijão. Levemente apimentado e temperado...

vietnamese spicy stir-fry rice noodle with bean sprouts 

Meu namorado pediu essa massa. São almôndegas vegetarianas. O molho estava bem gostoso.

spaghetti with wheat balls, zucchini and tomato sauce

Uma entradinha bem gostosa é o roti canai with malaysian curry. Trata-se de um cozido de curry com roti canai, uma espécie de panqueca da Malásia. Pena que não fotografei...

Minha prima pediu um pineapple fried rice with sunflower seeds & soy protein, que é um arroz integral com abacaxi, proteína de soja e sementes de girassol. Gostoso também.

Também comemos um tempura shitake caps in mashed sweet potatoes. Era uma porção de shitakis fritos sobre purê de batata doce. Esse estava menos temperado, mas a fritura estava bem sequinha. 

Outra dificuldade é achar um bom café da manhã. Compramos algumas coisas e fizemos na casa da minha prima mesmo. Aliás, deliciosas são as cerejas californianas, vendidas em toda esquina de NY.

Os mercados são impressionantes. Pode-se comprar coisas do mundo todo. Até coco verde! Adorei a estante de cogumelos. Todos os tipos e fresquinhos!



Bom, mas ninguém é de ferro e, no dia em que dormimos um pouco além da hora, fomos tomar café da manhã na rua. Sofrimento? De forma alguma. Achamos uma padaria de produtos orgânico: Le Pain Cotidien. Tem várias unidades em NY, aliás, no mundo e - acabei de descobrir - em São Paulo também. Talvez valha a pena conheccer a versão brasileira.

Claro que para nós os produtos são comuns, mas, para os parâmetros de café americano, é um paraíso. Não muito barato...


Omelette (ovo orgânico)

fresh fruit salad

Outra informação interessante é que muitos restaurantes possuem menu executivo (entrada + prato princiapl + sobremesa) na hora do almoço. Assim, dá para almoçar em restaurantes caros pagando menos.

Fomos a dois estabelecimentos e provamos os menus executivos.

O primeiro foi o Osteria del Circo (clique aqui). A comida não nos impressionou, mas estava na média. O atendimento foi muito bom.

tartara di salmone (cubos de salmão com abacate)

sorbetti

O segundo menu executivo foi em um restaurante grego chamado Estiatorio Milos (clique aqui). Esse restaurante é um pouco menos simpático do que o outro. Não gostam muito de atender sem reserva e olham feio para bermudas. Todavia, o serviço é bom e a comida satisfatória. Aliás, minha massa estava bem gostosa, mas achei o peixe do meu namorado muito pequeno.

O diferente do local é que tem uma peixaria com pescados bem frescos lá dentro. Fora do menu executivo, você pode escolher o seu peixe ou qualquer outro fruto-do-mar.

O menu executivo custa $24.07, mas, como pedi com lagosta, tive que pagar um extra de $15.00. No site tem o cardápio executivo com as opções disponíveis.

peixes e vieiras


vieiras na concha

entrada: vieira grelhada (canadian scallops served with orange and mint salad)

Outra entrada sabrosa é o mediterranean meze plate: taramosalata, humus, tzatziki, spinach pie, Greek olives and roasted peppers. São várias pastas para se comer com pão.

prato principal: spagueti com lagosta (lobster pasta in a light garlic tomato sauce)

Os pescados em Nova Iorque são abundantes e, em geral, bem preparados. Também há comida asiática e vegetariana pela cidade toda.

Para não ficar muito cansativo para os seguidores do Tampopo Gourmet, continuarei falando de outros restaurantes de NY na próxima postagem.

Não percam!!!