quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que é que a baiana tem?

Início de uma noite divertida: uma engenheira-blogueira-aprendiz de cozinha (paulista de nascença, candanga de criação, japonesa e goiana de sangue) acompanhada de um ator-cantor-produtor brasiliense, de uma uma atriz-cantora-comediante de Floripa e de um engenheiro-cantor-violeiro brasiliense jantando na casa-restaurante de uma baiana no meio de um bairro italiano na capital paulista... Ufa! Isso é Brasil!

Chegamos às 20:58 na porta da casa-restaurante. A dona da casa, a Bá, começa a servir seus jantares às 21:00, pois antes ela precisa organizar a casa, jantar e alimentar seus cachorrinhos. Assim, esperamos por dois minutos na rua simples em frente ao portão e debaixo de uma linda lua enquanto ela terminava seus últimos preparativos dentro de casa.

Aproveitei esses dois minutos para explicar aos meus amigos que, dias antes, ainda em Brasília, eu havia ligado para baiana Bá (soube de sua existência por uma matéria no Jornal Folha de São Paulo) a fim de me apresentar e convencê-la a nos receber. Deu certo! Ela nos recebeu de braços abertos.

Ao abrir a porta, adentramos uma casa simples, organizada, limpa e perfumada por incensos. A Bá nos recebe com um grande sorriso e a alegria tipicamente baiana, apresenta-nos a casa e leva-nos por uma escadinha que vai para o andar inferior, onde encontramos um cenário pitoresco: três pequenas salas de jantar, todas decoradas com motivos da Bahia e muitas fotos.


Bá se senta conosco na mesa reservada para nós e começa a contar como faz seus alimentos e atende a seus clientes-amigos. Após um bate-papo de quase uma hora (sim, o ritmo também é baiano, não adianta ir com pressa), Bá se levanta para buscar as bebidas e preparar nossas entradas.

Algum tempo depois, chegam à mesa os miniacarajés e o caldinho de sururu. Confesso que senti falta do caruru no acarajé. Mas, dizem alguns baianos, ele não faz parte do acarajé tradicional. O caldinho, que naturalmente já tem uma pimentinha, é uma delícia! Claro que eu ainda acrescentei o molho de pimenta super saboroso da Bá. Ainda aprendi algo que não sabia: não se deve colocar colheres de metal dentro da pimenta, apenas de madeira.


Quase meia-noite, quando a fome já havia voltado, chegou o Bobó de Camarão e seus acompanhamentos. O bobó é preparado com leite de coco tirado em casa, da forma como eu gosto. Não tenho a receita da Bá, mas a minha já está no Tampopo (clique aqui).


Além de saboroso, recheado de camarões...


A farofinha de dendê estava especial...


O bobó também veio acompanhado de arroz (não pode faltar) e de uma salada à qual eu não havia dado a devida importância até prová-la (mas já era tarde para fotografá-la). Eu não costumo comer saladas fora de casa, mas ao ver meus amigos se deliciando com a tão comum 'salada de rúcula', resolvi experimentá-la. As folhas estavam bem frescas, com uma textura incrível e um tempero simples, mas delicioso. Uma surpresa à parte...

Por fim, uma cocada escurinha e mole (com amendoim), dessas para se comer de colher.

Não foi um jantar barato (pagamento apenas em dinheiro ou cheque), mas considerando a qualidade dos produtos, o capricho, a dedicação, a alegria e os preços de São Paulo, acho que foi justo.

A noite foi diferente, divertida e saborosa! Experiência ímpar a ser guardada nas memórias gustativas...

Obrigada à Bá e aos meus companheiros de aventura gastronômica!

Nota: Diante da autorização da Bá (comentário abaixo), segue o seu telefone de contato: (0/xx/11/3115-0513).

4 comentários:

  1. Ira, dá pra nós o serviço todo, por favor! Cadê o endereço e o telefone de contato da Bá?
    Quero ir, quero ir!!!!

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  2. Maíra, menina! muito obrigado por essa linda e carinhosa postagem! está aqui no se lindo blog,é um prazer!espero em breve... sua vizitinha.Linda!pode deixar meu tel; para seus amigos e seguidores...
    Um cheirooo! e muito axeeé!!!

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  3. Verdadeira babel gastronômica,
    regada a Bobó
    Aprovado pela Má!
    Feito pela Bá!

    :-)

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  4. Uma noite agradabilíssima! Quem não tiver acostumado com pimenta, pelo amor de Deus, não faça como a Mayra fez no caldinho de sururu... eu virei um pimentão e quase cuspi fogo. Pelo menos uns 3000 neurônios foram queimados nessa!! hahahha

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