segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Chapati Integral


O chapati é um tipo de pão rústico típico da culinária indiana, embora também seja encontrado em outras culturas. Em essência, é um pão à base de farinha, óleo, água e sal, havendo algumas variações. 

O filme Comer, Rezar, Amar possui uma cena na Índia em que os chapatis são feitos em uma grelha no meio da rua. Com uma trilha sonora linda, mesmo com um ou outro lugar-comum, o filme é um convite a essas três ações que alimentam o ser humano.

Bom, mas voltando ao que interessa, originalmente, a receita não leva nenhum tipo de fermento. Entretanto, a adição de uma pequena quantidade desse ingrediente agrega leveza e a farinha integral agrega sabor à massa.

A massa é simples e existem várias formas de assá-la. A forma escolhida acaba alterando a textura do chapati e, às vezes, até mesmo o seu sabor. Escolha a de sua preferência!



INGREDIENTES:

2 copos americanos de farinha de trigo branca
2 copos americanos de farinha de trigo integral
1 copo americano e 2 colheres de sopa de água
1/8 de um tablete de fermento biológico fresco (opcional)
4 colheres de sopa de óleo de girassol (ou azeite)
1 colher de chá de sal


MODO DE FAZER:

Misturar os dois tipos de farinha de trigo, peneirando para misturar bem.


Acrescentar o óleo (ou azeite).

Diluir o fermento nas duas colheres de sopa de água e acrescentar à farinha misturada.


Em seguida, acrescentar 1 copo de água e o sal. Amassar bem.


A massa deve ter a consistência parecida ao lóbulo da orelha. Por isso, se necessário, acrescentar mais um pouco de farinha ou água.


Cobrir a massa com um pano úmido e deixar fermentar por aproximadamente 2 horas, até a massa quase dobrar de tamanho. Tomar cuidado para não passar muito do tempo e a massa azedar, principalmente em dias muito quentes.

Para fazer o chapati, fazer uma bola de massa com aproximadamente 8 cm de diâmetro. Polvilhar farinha em uma superfície. Abrir a massa com um rolo de massa até ter a espessura de 1 cm.


Em seguida, assar o chapati em frigideira, preferencialmente de ferro, ou grelha do forno elétrico. Para fazer na figideira, selar a massa dos dois lados em fogo alto. Em seguida, reduzir a chama e assar uns 5 minutos de cada lado para assar bem por dentro. Esse tempo pode variar de acordo com a expessura do chapati.


O chapati deve ser dourado a gosto. No caso da foto a seguir, ele ficou mais torradinho:


Para assar o chapati em forno elétrico (minha forma favorita), pré-aquecê-lo a 200°C. Deixar ligada apenas a grelha inferior do forno. Colocar os discos de massa sofre a grelha.


Quando assado dessa forma, o chapati infla enquanto assa.


 Quando estiverem dourados do lado debaixo, virá-los e deixá-los até que dourem do outro lado também.
 

Servir com patês diversos como entrada ou comer no café-da manhã.


Futuramente, colocarei algumas receitas de pastas que combinam super bem com os chapatis. Aos ansiosos pelo patê de tofu, ele vai chegar!!!

Rendimento da receita: 8 a 10 chapatis.
 

DICAS:

a) O fermento biológico em tablete é encontrado na maioria dos supermercados.
b) O óleo de girassol pode ser substituido pelo óleo de soja comum ou por azeite ou, ainda, por azeite apimentado.
c) Em lugares frios, é recomendável que se dilua o fermento em água morna.
d) A massa não precisa ser usada toda de uma vez. Basta guardá-la na geladeira e ir utilizando-a.
e) Podem ser acrescentados grãos ao chapati no momento de abrir a massa, tais como gergelim, linhaça, entre outros.
e) Achei alguns vídeos e textos interessantes sobre o chapati: Diferença entre Chapati e Naan, Receita com a manteiga indiana, Indian Soft Bread e Making of the Roti Chapati.
f) Uma variação do chapati é o pão Naan. A massa é a mesma, mudando apenas a forma de assar. O Naan é feito em um forno de barro chamado tandoori. Interessantes os vídeos: How to Make Tandoori Naan e Naan Bread in Tandoori Oven.
g) Quem tiver a máquina panificadora, pode colocar os ingredientes dentro da máquina e usar a função amassar.
h) Outras formas de se assar chapati: 

Também já testamos fazê-los na grelha da churrasqueira (já que não comemos carne vermelha, temos que achar alguma utilidade pra churrasqueira de casa).


Outra maneira de se fazer, é esquentar o chapati em uma frigideira (dos dois lados) e depois assá-lo na boca do fogão, como aparece nos vídeos das dicas. Para não torrar tanto, coloquei a grelha do forno sobre a boca do fogão:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Como curtir a Panela de Barro

Ela é charmosa, dá sabor e mantém o calor... Por isso, é ideal para servir alimentos à mesa.

Apesar de demorar mais para aquecer, uma vez quente, mantém o calor por mais tempo.

Mas não é só comprar e usar!

SIM! Existe um processo pelo qual ela precisa passar antes de cozinhar alimentos. Caso contrário, a comida realmente terá gosto de barro.

A pedidos, explico agora como fazemos lá em casa para curtir a panela de barro antes de usá-la pela primeira vez.


MODO DE PREPARO:

Untar toda a panela com óleo de cozinha, inclusive a tampa.

Colocar a panela e sua tampa sobre uma assadeira.

Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC por 5 minutos e desligar. Reservar a panela sem lavá-la.

No outro dia, espalhar mais óleo por toda a panela e deixar 5 minutos a mais.

Repetir o procresso de 3 a 5 dias, sempre untando a panela e aumentando o tempo em 5 minutos.

No último dia, deixar esfriar e lavar.

Por fim, cozinhar uma mistura de 4-5 copos de água para 1 copo de fubá para retirar o gosto da panela. Deixar fervendo por uns 20 minutos.

Deixar esfriar com o fubá dentro. Em seguida, jogar a mistura fora e lavar a panela.

Pronto! Após lavada, a panela estará pronta para ser utilizada.


DICAS:

a) Procurar adquirir uma panela de boa qualidade, preferencialmente, de cor fosca. As capixabas costumam ser muito boas.

b) Deixar esfriar antes de lavar para evitar rachaduras.

c) Lavar com esponja macia e detergente neutro.

d) Como a panela conserva bastante o calor, tomar cuidado para que o alimento não grude no fundo.

e) A panela de barro é excelente para fazer cozidos, moquecas, pirão, entre outros alimentos com mollho.

A foto a seguir é de uma moqueca de camarão com lagosta feita em uma panela de barro capixaba:


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Brownie com Azeite

Depois de muitos pedidos, finalmente consegui tirar as fotos do brownie!!!

Como essa receita é da minha mãe (a partir de adaptação da receita da minha amiga-irmã Dri), realizá-la e fotografá-la dependia da combinação de tempo de nós duas.

Essa receita tem um detalhe interessante aos intolerantes a lactose: se feita com azeite, não leva  nenhum derivado de leite. Deve-se apenas prestar atenção ao chocolate usado para que não contenha lactose. 

No caso, o brownie foi feito na batedeira, mas os ingredientes também podem ser misturados a mão.

Aos amantes de chocolate, eis uma pequena degustação:


INGREDIENTES:

250g de chocolate em barra meio amargo
2 copos (tipo americano) de açúcar mascavo
1 copo (tipo americano), não muito cheio, de azeite extra virgem ou de manteiga derretida
1 copo (tipo americano), não muito cheio, de farinha de trigo
1 copo americano de nozes
4 ovos caipira


MODO DE FAZER:

Derreter o chocolate em banho Maria.



















Se a opção for por usar manteiga, usá-la em temperatura ambiente.
Picar as nozes com as mãos em pedaços menores.















Bater o açúcar com o azeite (ou manteiga) na batedeira ou a mão. Acrescentar um ovo de cada vez enquanto bate. Acrescentar o chocolate derretido e misturar.














Acrescentar as nozes.
Passar a farinha na peneira e acrescentá-la à massa, misturando manualmente.
















Untar uma assadeira e colocar a massa para assar em forno (pré-aquecido, mas não muito quente) a 180°C.



Assar por aproximadamente 20 minutos até formar a crosta trincada na superfície.



Pode ser servido com a cobertura de cacau, conforme receita do Bolo de Cenoura.

Servir quente, temperatura ambiente ou gelado, conforme preferência.

Bom apetite!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Você conhece Ingá?

Outro dia minha mãe chegou em casa com essa fruta. Só me lembrava que já a havia provado em minha infância. Fruta comum no cerrado (mas não restrito a ele), é levemente adocicado e tem textura macia. Como curiosidade, resolvi postá-la aqui.

Li em algum lugar que essa é uma fruta rica em sais mirenais.

Mesmo meio sem graça, dá vontade de ficar comendo...

Quem disse que todo alimento precisa ter sabor forte e presença marcante? A suavidade muitas vezes também cai bem.

Eis o Ingá:

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Bobó de Camarão

Antes de mais nada quero agradecer a todos que têm acompanhado o Tampopo Gourmet. Fico muito feliz todas as vezes que recebo a notícia de que alguém testou alguma receita. Até agora a campeã de experimentos foi a dos Tomatinhos Temperados, mas já soube de pessoas que testaram a Torta de Banana, a Tapioquinha, a Salada de Atum com Fusilli, o Molho Pesto, o Bolo de Cenoura, o Queijo Brie com Mel e Amêndoas e o Molho Especial para Salada.

A receita de hoje é bem brasileira: o Bobó de Camarão. A quantidade apresentada serve MUITO bem 3 pessoas.


INGREDIENTES:
500 gr de camarões médios limpos
1/2 cebola
1/2 pimentão vermelho
3 tomates grandes orgânicos ou 5 pequenos
350 ml de leite de coco caseiro
300 gr de mandioca amarela descascada
2 colheres de sopa de óleo
Sal
3 Pimentas dedo-de-moça
Pimenta-do-reino
Coentro
3 dentes de alho
Azeite
3 colheres de sopa de azeite de dendê (opcional)


MODO DE PREPARO:

Colocar a mandioca em uma panela de pressão e cobrir com água. Cozinhar na pressão por 10 minutos. Após esse tempo, verificar se a mandioca está bem cozida. Caso contrário, deixar mais uns 5-7 minutos.
Enquanto a mandioca cozinha, cortar a cebola e o pimentão em cubos pequenos.


Refogar a cebola, o pimentão e as pimentas dedo-de-moça inteiras em duas colheres de sopa de óleo (fogo alto). Salpicar uma colher de chá de sal e pimenta do reino a gosto.



Adicionar os tomates descascado e picados em cubos, conforme postagem específica sobre a preparação de tomates para molhos. Mexer de vez em quando para não queimar. Cozinhar o recheio por aproximadamente 15 minutos em fogo baixo.


Bater a mandioca cozida com 1/2 copo da água de seu cozimento e 350 ml do leite de coco caseiro.



Opcionalmente, pode-se adicionar à mandioca batida metade do recheio refogado e bater novamente.

       

Temperar o camarão com o alho (ralado ou triturado), sal, pimenta do reino e azeite.

Adicionar a mandioca batida ao recheio e cozinhar até ferver, tomando o cuidado de mexer para não grudar no fundo da panela.


Adicionar o camarão e deixar cozinhando até que ele mude de consistência. Geralmente, demora uns 5 minutos. Após mudar de consistência, o camarão não pode cozinhar por muito tempo, pois pode ficar "borrachudo".


Antes de desligar, adicionar o coentro picado.


Servir com arroz branco. Se quiser uma refeição mais completa ainda, pode-se servir uma salada e batalha palha. A batatinha combina super bem com o Bobó e o arroz.

E, pra quem gosta, uma pimentinha bem arretada!

Bom apetite!!!

Agradecimentos especiais ao fotógrafo Bruno Ayub.


DICAS:

a) O leite de coco pode ser feito com antecedência e congelado. Caso o leite de coco usado seja o de vidro, reduzir a quantidade para 150 a 200 ml.

b) No caso das fotos, usei uma panela de ferro fundido. A panela de barro também fica excelente, além de ficar com um visual bonito. Em ambos os casos, por serem panelas que matêm o calor, é importante mexer sempre e tomar cuidado para não grudar no fundo. Cada panela tem o seu toque, mas quase todos os tipos de panela podem ser usados.

c) Caso se opte por usar o azeite de dendê, acrescentá-lo antes de adicionar o coentro.

d) Após cozinhar a mandioca, antes de batê-la no liquidificador, retirar o fiapo de fibra que passa bem no seu meio.

e) Dicas complementares: Acompanhamentos para o Bobó de Camarão.

domingo, 3 de outubro de 2010

Leite de Coco Caseiro

Já falei aqui do leite de coco natural (receita da Tapioquinha), mas hoje vou detalhar melhor o processo, pois ele também é um ingrediente do Bobó do Camarão.

INGREDIENTES:

1 coco seco inteiro grande


3 copos (americanos) de água

MODO DE FAZER:

Descascar o coco seco, deixando só a polpa. Para facilitar o processo de retirada do coco da cabaça, colocar para assar no forno pré-aquecido a 180°C por uns 5 minutos em uma assadeira (evita sujar o forno) ou na própria grelha do forno. Outra opção é aquecer o coco na boca do fogão, tomando cuidado para não queimar muito a polpa.



 
 
Para retirar a casca mais fina da polpa do coco, usar uma faquinha. Em seguida, cortá-lo em pedaços.


Bater no liquidificador com 3 copos de água quente (quase fervente) por 2 minutos.  Se o coco não for grande, usar meio copo a menos de água.

Atenção: Não esqueça de tampar o copo do liquidificador!!!


Por fim, coá-lo em uma peneira, apertando para extrair bem o leite ou em um pano bem fino.


Pronto! O leite está pronto para usar.


DICAS:

a) Ao comprar o coco, pedir para quebrá-lo ao meio. Fica mais prático, além de que evitar que se leve coco estragado para casa. Para quebrá-lo em casa, utilizar um martelo. 

b) O leite de coco pode ser congelado.

c) Na Feira do Guará é possível comprar o coco já descascado, mas é um pouco mais caro.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Excelente motivo para mudança...

Hoje meu amigo Kalinin me mandou esse notícia: Preço alto tornará carne artigo de luxo.

Mais um excelente motivo para se comer mais peixes, legumes e cereais...

Continuem testando as receitas do Tampopo!