terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fettucine ao Pesto com Camarões

Aproveitando o Molho Pesto, vou postar essa receita que eu adoro.

O camarão é um adicional extremamente saboroso, mas não é essencial. Por isso, quem não gostar ou não tiver na geladeira, pode fazer apenas Fettucine ao Pesto.

Como estou publicando essa receita de "pára-quedas" e ela não tem muito mistério, postarei apenas a foto do prato final:




Mas vamos ao que interessa:

INGREDIENTES:

300 gr de Fettucine (de grão duro)
Molho pesto a gosto
400 gr de camarão
Alho
Pimenta do reino
Azeite
Queijo parmesão


MODO DE PREPARO:

Temperar os camarões com alho, sal, pimenta do reino e um fio de azeite.

Cozinhar o fettucine até ficar al dente. Geralmente, o tempo do pacote funciona bem, mas é bom experimentar. Eu acabo deixando um pouquinho a mais.

Enquanto a massa estiver cozinhando, grelhar os camarões no azeite.

Quando estiver no ponto, escorrer a massa, reservando um pouco (aprox. 200 ml) da água do cozimento.

Em seguida, com a massa bem quente, misturar o fettucine, o pesto e a água do cozimento da massa em uma travessa. Essa água facilita o processo de mistura e faz com que a massa fique mais molhadinha. Ela deve ser em quantidade suficiente apenas para umedecer, não devendo haver a formação de caldo. Provar o sal e, se necessário, corrigi-lo.

Por fim, distribuir os camarões por cima da massa.

Opcionalmente, pode-se salpicar salsinha.

Servir com parmesão ralado.


DICAS:

a) Não é bom deixar o sal aparecer muito na hora de temperar, pois o parmesão já tem sal e cada pessoa pode adicioná-lo na quantidade desejada, já fazendo, por conseqüência, a correção do sal a gosto.

b) É muito importante usar um queijo de qualidade. O parmesão que uso é o Faixa Azul. Ele é muito mais saboroso se for comprado em pedaço e ralado em casa, além de ser mais econômico, pois um pedaço rende muito mais do que o saquinho de queijo ralado.

c) Para grelhar os camarões, utilizar uma frigideira antiaderente. Aquecê-la, no fogo alto, com um fio de azeite e jogar os camarões. Ainda com o fogo alto, dourá-los dos dois lados e, em seguida, abaixar o fogo para que cozinhem por dentro. Tomar cuidado para que não fiquem nem crus, nem “borrachudos”. O processo de cozimento deles é muito rápido e varia de acordo com tamanho.

d) Não temperar os camarões muito tempo antes de grelhá-los, pois o sal pode fazer com que desidratem muito. O ideal é temperá-los com uns 5 minutos de antecedência.

e) Nessa receita eu costumo usar a versão do Pesto Gourmet. Para quem gosta de temperos mais fortes e da massa mais verde, usar o Pesto Simples.

Buon Appetito!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Molho Pesto

O Molho Pesto é um ótimo tempero para vários tipos de pratos.

Na internet, existem várias versões de receitas para ele. Vou passar aqui uma mais simples, que fazemos normalmente, e outra mais gourmet.

A versão gourmet é resultado de alguns testes que fiz para a receita ficar parecida com a de um molho que comi em um restaurante em Morro de São Paulo e com uma versão comprada pronta em algumas delicatessens. Por ter sabor mais delicado, costumo fazer para usar na receita do Fettucine ao Pesto, que postarei essa semana.

INGREDIENTES:

PESTO SIMPLES

½ xícara de folhas de manjericão secas ou frescas
½ xícara de salsinha fresca
3 colheres (sopa) de castanha de caju ou castanha do pará
1/2 colher de café de sal
2 dentes de alho descascados
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado 
1/2 xícara de azeite (preferencialmente extra virgem)


PESTO GOURMET

3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
2 colheres (sopa) de queijo pecorino ralado
3 colheres (sopa) de nozes
1/2 de xícara de manjericão seco
2 dentes de alho descascados
Sal a gosto
1 xícara de azeite extra virgem
1 colher (sopa) de pinoli

MODO DE PREPARO:

Em um processador, triturar os queijos, depois as castanhas, os alhos e o manjericão.

Por fim, adicionar o azeite e o sal a gosto.


DICAS:

a) Com o uso do processador, os queijos podem estar em pedaços. Há a opção de se fazer no liquidificador, nesse caso os queijos precisam estar ralados. O processador produz um molho mais denso, já o liquidificador proporciona um molho mais líquido. Assim, depende do gosto de cada um.

b) Eu prefiro usar manjericão seco, pois acho que fica mais suave. Para quem gosta do sabor mais marcante do manjericão, melhor usar o fresco.

c) Quando usar o pinoli, acrescentá-lo por último no processador, de forma a deixá-lo em pedacinhos maiores, menos triturados que as nozes.

d) O pecorino e o pinoli são produtos caros. A não ser que os encontre com um bom preço, melhor não colocá-los. Sem eles, a receita gourmet perde alguns toques de textura e sabor, mas continua bem saborosa.

e) A quantidade dos ingredientes pode ser aumentada ou diminuída a gosto. A melhor forma é provar no momento em que é feito e ajustar conforme desejar. Tomar cuidado com o sal, pois os queijos já são mais salgados.

f) O pesto pode ser servido com pães e torradas ou usado como tempero para outros pratos, tais como massas, tortas e pizzas. Prefiro a versão simples para os pães e a versão gourmet para as massas.

g) Para os amantes de pimenta, pode-se usar um azeite aromatizado com pimenta.

h) Costumo usar o parmesão Faixa Azul, mas existem outras marcas boas por aí e outras até bem melhores (e mais caras). Nunca compro o queijo ralado. O melhor é ralá-lo na hora ou colocar um pedaço para triturar no próprio processador.

i) Apesar de mudar um pouco o sabor, pode-se diminuir a quantidade de queijo ou retirá-lo da receita.  Nesse caso, aumentar um pouquinho a quantidade de sal. Muitas vezes, faço sem queijo ou com um pedaço bem pequeno.

j) Quem tem restrição a lactose, pode substituir o parmesão por queijo pecorino, que, dizem, possui teor de lactose de 0%.

A foto do post anterior refere-se à versão simples. Ele tem a cor mais viva por utilizar folhas frescas.
Aproveitando a receita, amanhã postarei a receita do fettucine ao pesto com camarões.


Bom apetite!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Próxima Receita: Pesto

A próxima receita será do molho pesto. Essa receita possui mil versões pela internet.

Vou passar duas formas: uma mais econômica e a minha preferida.

Gosto de pesto porque pode ser usado como tempero de várias outras receitas.


Para quem não conhece, esse é um molho à base de manjericão: saboroso e perfumado!

Espero que gostem!

domingo, 22 de agosto de 2010

Ceviche de Atum

Demorou, mas chegou! Eis a receita do Ceviche de Atum.

Certo dia, querendo aproveitar o atum que eu comprei e não usei todo em um sashimi, inventei esse molho com base em ingredientes de algumas outras receitas que eu já havia provado.

Como ele foi super aprovado por todos que o experimentaram, resolvi postá-lo aqui. O mais complicado foi relembrar de tudo que eu havia usado... A cozinha tem dessas coisas. Você pode criar um prato em um dia e nunca mais conseguir repeti-lo da mesma forma.

Essa receita leva alguns ingredientes não muito usuais e talvez desconhecidos de muitas pessoas. Mas acho que pode valer a pena conhecer um novo sabor.

Vamos à receita!

INGREDIENTES:

CEVICHE

200 gr de filé de atum fresco


½ Cebola



MOLHO

1 pimenta dedo-de-moça
Suco de 1 limão siciliano
Suco de ½ limão comum
Pimenta do reino a gosto
1 colher de sopa de aceto balsâmico
3 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)
2 colheres de sopa de azeite extra virgem
1 colher de sobremesa de óleo de gergelim


MODO DE PREPARO:

Cortar ½ cebola em fatias no formato de meia-lua. Cobrir de água e colocar na geladeira para tirar o sabor forte da cebola.


Cortar o peixe em fatias finas e arrumá-las em um prato.

Escorrer a cebola e distribuí-la por cima do atum.



Tirar as sementes da pimenta dedo-de-moça e cortá-la em cubinhos.
Para fazer o molho, misturar todos os ingredientes.


Jogar o molho por cima do peixe e deixar descansar por uns 10 minutos.



Servir com torradas.

DICAS:

a) Comprar atum de qualidade. É um peixe caro, mas tem um sabor e uma textuta incríveis. 
b) Geralmente eu compro o atum na Peixaria do Guará (Feira do Guará/DF).
c) Eu uso o óleo de gergelim tostado, que pode ser encontrado nas mercearias japonesas, como Nippon (207 sul), Mikami (415 sul), Murakami (204 sul) e La Palma (404 norte e 413 sul). O ideal é comprar uma garrafinha pequena. Esse óleo é bem saboroso e pode ser usado em outras receitas, como yakisoba e legumes refogados.
d) O aceto balsâmico, já usado na receita da Salada de Frutas com Calda de Balsâmico, pode ser encontrado em qualquer supermercado.
e) O limão siciliano é um limão amarelo bem amarelo por fora. De sabor menos ácido, ele é bem delicado e pode ser usado no tempero de saladas. A raspa da sua casca é deliciosa em sobremesas.

Essa foto foi retirada desse site.

f) O shoyo é que define a quantidade de sal do molho. Por isso, pode-se aumentar ou diminuir sua quantidade a gosto.
g) Ver complemento desta receita em Ceviche de Atum - Parte 2.

Enjoy it!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Próxima Receita: Ceviche de Atum

Minha próxima receita será um Ceviche de Atum.

Para quem não teve coragem de provar peixe cru ainda, esta é uma boa oportunidade, pois o peixe acaba passando por uma espécie de cozimento a frio por causa do suco de limão presente no molho.

Essa é uma homenagem para a Karlinha, minha prima, que adora essa receita!


Enquanto isso, experimentem fazer as demais receitas!

Bom apetite!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bolo de Cenoura Especial

Esse bolo é uma receita da minha mãe que, aliás, adaptou de uma receita de uma amiga querida, a Teresinha.

Ele é gostoso e ótimo para as pessoas que possuem intolerância à lactose ou que, como eu, simplesmente optam por não tomar leite. Na verdade, ele é bom pra todo mundo que gosta de bolo de cenoura!

E as castanhas dão um sabor especial...


INGREDIENTES:

BOLO:
3 cenouras médias
1/2 copo americano de óleo
4 ovos
1 e 1/2 copo americano de açúcar mascavo

2 copos americanos de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

CALDA:
2 copos de leite de soja
1 copo de cacau amargo em pó
1 copo de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de sakê (espécie de vinho japonês de arroz) ou vinho branco
1 colher de sopa de amido de milho
1/2 copo de água


MODO DE PREPARO:


BOLO:
Bater as cenouras, os ovos, o óleo e o açúcar no liquidificador.
Em seguida, colocar essa mistura em uma bacia e acrescentar a farinha de trigo aos poucos, misturando bem.
Acrescentar o fermento em pó e misturar apenas o suficiente para misturá-lo à massa.
Cortar nozes e misturar à massa cuidadosamente.
Passar para uma assadeira untada com um pouco de óleo e polvilhada com um pouco de farinha.
Assar por aproximadamente 35 minutos (200°C), até ficar assado e dourado por cima. Nessa hora, vale o velho teste da vovó: espetar um palito de dente ou um garfo no meio do bolo. Se sair limpo, o bolo está pronto. Se sair com massa grudada, deixar assando mais um pouco.

CALDA:
Em uma panela, em fogo alto, juntar o leite de soja, o cacau e o açúcar. Misturar bem e mexer até ferver. Nesse ponto, baixar o fogo e acrescentar o sakê (ou vinho).
Por fim, diluir o amido de milho na água e acrescentar aos poucos à calda mexendo bem.
Deixar ferver 3 minutos em fogo baixo e desligar.


MONTAGEM:

Depois que a calda e o bolo esfriarem, cobrir o bolo com a calda e servir.

DICAS:

a) Juntamente com as nozes, podem ser acrescentadas frutas cristalizadas ou em calda picadas.

b) As nozes podem ser substituídas por outras castanhas, embora eu tenha uma predileção por elas.

c) Pode-se substituir uma cenoura por uma laranja, descascando-a e retirando aquela parte branca do miolo e as sementes.

d) Para quem preferir, o bolo também pode ser servido sem a calda.

e) A quantidade de açúcar da receita é o suficiente para um bolo doce, mas suave. Quem preferir bolos mais doces, aumentar em meio copo a quantidade de açúcar da calda.

f) Em casa só usamos ovos caipira. No caso de se utilizar ovos comuns (maiores), pode ser necessário acrescentar um pouco mais de farinha.

g) Essa receita é prática, mas bolos são "seres" temperamentais. Por isso, pode acontecer de você sempre acertar a receita e, em um belo dia, ele resolver dar uma desandada. Não desanime!!!


Bom lanche!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tapioquinha

Como prometido, hoje vou passar a receita da Tapioquinha.

Antes de tudo, é preciso preparar os ingredientes. Eu costumo comprá-los na Feira do Guará.
Existe uma barraca na Feira do Guará que vende a goma de tapioca, mas já ouvi dizer que na asa norte existe um lugar que vende uma goma boa, mas ainda não sei bem onde é.

Antes eu evitava comprar a goma de tapioca porque é um produto que azeda muito rápido. Assim, eu sempre comprava uma quantidade maior do que conseguia consumir antes que ela se perdesse. 

Resolvi fazer um teste que deu certo: congelar a goma. Dessa forma, no dia em que eu a compro, faço a separação em potes, de acordo com a quantidade que pretendo utilizar a cada dia. Congelo também o leite de coco e o coco ralado, como na foto:


Como gosto de comer tapioquinha no café-da-manhã, eu tiro os potinhos do congelador uma hora antes de fazê-la ou transfiro para a geladeira na noite anterior. Não percebi diferença no gosto da goma após o processo de congelamento.

Vamos à receita:


INGREDIENTES:
- Goma de tapioca
- Leite de coco natural adoçado a gosto
- Coco fresco ralado

UTENSÍLIOS:
- Frigideira
- Espátula
- Aro para Tapioca
- Colher

MODO DE PREPARO:

Ligar a frigideira com o aro de fazer tapioca no fogo baixo.
















Com uma colher, fazer uma camada de goma de tapioca no fundo aro.



Em seguida, fazer uma camada de coco fresco ralado.


Para finalizar o "sanduíche" de tapioca, acrescentar mais uma camada de goma.



Com a ajuda da colher ou da espátula, retirar o aro e virar a tapioca, tomando cuidado para não quebrá-la.

Deixar assar por mais uns dois minutos ou até ficar na consistência de sua preferência, sem deixar queimar. Se deixar menos tempo, ela fica mais macia, se deixar mais tempo, ela fica mais crocante.



Retirar da frigideira, colocar no prato, regá-la com o leite de coco e enfeitar.



DICAS:

a) Para fazer o leite de coco natural, descascar o coco seco, deixando só a polpa. Em seguida, cortar em pedaços e bater no liquidificador com 3 copos de água quase fervente. Por fim, coá-lo em uma peneira, apertando para extrair bem o leite. Para preparar o leite para a tapioca, levá-lo ao fogo em uma panela, acrescentar açúcar mascavo a gosto e aquecer apenas o suficiente para o açúcar derreter, preferencialmente, não deixando-o ferver. Outra forma de fazer o leite é seguindo os passos desse site: leite de coco caseiro . Da forma como ele explica, o leite fica mais grosso e melhor para outras receitas, mas a forma como faço  é mais rápida, fácil e o leite fica bom para a Tapioquinha.

b) Tanto o coco inteiro descascado como o coco fresco ralado podem ser comprados na mesma barraca que vende goma na Feira do Guará. Sai mais caro do que comprar o coco seco e ralá-lo, mas é bem prático.

c) Para quem não quiser fazer o leite de coco, uma opção é fazer uma caldinha de açúcar mascavo e adicionar o coco ralado (fresco ou seco), fazendo um doce de coco molhadinho. Com isso, esse doce pode ser usado para rechear a tapioca, substituindo o leite de coco. Eu, particularmente, acho a receita original mais suave para se comer no café-da-manhã. O doce fica marrom por causa do açúcar mascavo:


d) Outros recheios podem ser usados na Tapioquinha, tais como goiabada, geléia de frutas vermelhas e queijo (muzzarela, queijo de minas fresco ou queijo coalho).

e) O aro também pode ser comprado em algumas barracas de ferragens e coisas de cozinha que tem na Feira do Guará.

f) A vantagem desse formato de tapioca é que não precisa ser comida no prato. Eu costumo fazer antes de trabalhar, colocar no papel alumínio e sair comendo para economizar tempo:



Parece difícil? Não é não! Só preparar os ingredientes antes e deixá-los no congelador. Não demora mais do que 7 minutos para assar a Tapioquinha.

Mãos à obra e bom apetite!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Primeira Refeição no Novo Lar

Finalmente, depois de quase uma semana sem condições de comer em casa por causa da mudança, conseguimos fazer nossas primeira refeições no novo lar.

O almoço foi em casa, mas comprado na Feira do Guará: Sushi! Sim! Na Feira do Guará vende sushi. E bem gostoso. O Sushi é feito pelo Everaldo, atencioso sushiman da Peixaria do Guará. Ele só vende sashimi se o peixe estiver suficientemente fresco. Além disso, faz sushis variados. Eu adoro o Joe (acho que é esse o nome). Aquele sushi com uma fatia de salmão ao redor de um bolinho de arroz com salmão e cebolinha picados por cima. Opcionalmente, também pode levar cream cheese. Para quem gosta de sashimi de atum, a qualidade do peixe é excelente, daqueles filés bem vermelhinhos.

Você compra o sushi e leva pra casa. Só não tem lugar para comer por lá, mas a bandejinha já inclui wasabi (raiz forte), shoyo (molho de soja) e hashi (pauzinhos). A bandeja para duas pessoas sai em torno de R$ 25,00, variando para mais ou menos de acordo com a quantidade e tipo de sushi/sashimi. Para uma pessoa, sai aproximadamente a metade do preço.
 
Já o jantar foi a primeira refeição feita na cozinha de casa: yakisoba de legumes na chapa de ferro. Não vou dar a receita hoje, mas tirei uma foto para postar aqui. Para quem não conhece, o yakisoba é o macarrão oriental com legumes e temperado com shoyo, podendo levar também frango, camarão ou carne, dependendo do gosto de cada um. No caso, fiz só com legumes. Fica bem gostoso. A foto não está tão bonita porque não empratei (colocar no prato e decorar).
 

Bom, outro dia falamos mais da culinária japonesa.

A próxima receita será bem brasileira e regional: tapioquinha. Segue uma foto de degustação:



Nota em 2.5.2013: A Peixaria do Guará continua com ótimas opções de peixes, mas não vende mais sushi.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Salada de Frutas com Calda de Balsâmico

Como prometido, segue a sobremesa para terminarmos a PRIMEIRA refeição completa do Tampopo Gourmet!

Prima, demorou mas chegou... rs  

Essa receita é baseada em uma receita de salada de frutas que Alex Atala deu no (extinto) programa Mesa para Dois na gnt, mas não consegui achar publicado em lugar nenhum.

INGREDIENTES:

Para a salada:

- 2 maçãs fuji
- 6 morangos (sem agrotóxicos)
- 1 manga hadem ou palmer
- Folhas de hortelã a gosto
- 1 limão siciliano
- pimenta do reino

Para a calda:
- 300 ml de aceto balsâmico
- 200 gr de açúcar mascavo


MODO DE PREPARO:


Para a salada:

Descascar e cortar as maçãs em pedaços médios/grandes. Passá-las na água com uma colher de chá de sal ou com algumas gotas de limão (comum) para não escurecer.
Cortar os morangos em 2 ou 4 pedaços dependendo do tamanho.
Descascar e cortar a manga em pedaços do tamanho das maçãs.
Colocar todas as frutas em uma travessa.

Salpicar pimenta do reino.
Ralar a casca do limão siciliano e salpicar sobre a salada.


Acrescentar folhas de hortelã picadas com a mão.



Para a calda:

Juntar o açúcar e o aceto balsâmico em uma panela e deixar ferver em fogo baixo por 10 minutos após levantar fervura, até ficar na consistência de calda de pudim. Quem preferir mais suave, pode deixar uns 7-8 minutos.

Montagem:

Jogar a calda por cima da salada.


DICAS:

a) Outras frutas podem ser colocadas, mas nem todas combinam com a calda. Alguns exemplos de frutas que podem ser acrescentadas à receita: tangerina, amora e framboesa.
Serve de 2 a 3 pessoas.

b) Se não encontrar o limão siciliano, colocar raspas da casca do limão comum verde (limão tahiti).

c) Ao ralar o limão para tirar a rasca, não fazê-lo com muita força, pois a parte branca, logo abaixo da superfície, pode amargar.

d) A pimenta do reino não é em excesso. Ao comer a salada, a pimenta deve ser percebida bem ao fundo...

e) É importante que o morango seja orgânico porque ele é uma fruta que normalmente leva alta quantidade de agrotóxicos no plantio convencional.

f) Quanto mais açúcar, menor a acidez da calda. É bom dosar de acordo com cada paladar.

g) Lembrar que a calda endurece mais depois que esfria. Então, tomar cuidado para que ela não fique tempo demais no fogo para não ficar em ponto de bala.

h) Para adicionar sabor à calda, pode-se colocar o suco de meio limão (siciliano ou tahiti) na calda 1 minuto antes de desligar o fogo.

i) A salada também combina com sorvete:




Esse sorvete é caseiro. Feito com morango, não leva nem leite e nem produtos químicos. Outro dia passo a receita dele.

Bom apetite!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Próxima Receita: a Sobremesa!!!

Fiquem de olho no Tampopo nos próximos dias...

Para completar a refeição, a receita da sobremesa está chegando.

Ela será um pouco exótica, mas garanto que quase todo mundo vai gostar.

Além de tudo, é bem leve!!!

Adianto a foto da sobremesa: Salada de Frutas com Calda de Balsâmico.



Ela é uma homenagem à minha prima, Ana Rita, que adorou essa sobremesa e é uma grande incentivadora do Tampopo.

Enquanto isso, experimentem as receitas já postadas!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O fim de uma história...

Hoje não vou postar uma receita, mas passar uma dica...

Não sei se todos conhecem, mas na 413 sul tem um restaurante chamado Nipon (não é o Nippon da 403 sul).

Esse restaurante foi o primeiro de comida japonesa de Brasília.

Há muito tempo que eu não ia lá. Domingo, depois de uma exaustiva tarde de busca por itens para minha nova casa, resolvi ir lá jantar.

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que, depois de 37 anos, a dona (uma japonesa chamada Yoshico) vai fechar as portas...

Trata-se de um restaurante MUITO simples (não tem o ar moderno dos demais restaurantes japoneses da cidade), mas que oferece ao seu público uma comida com sabor mais caseiro. Lá eles não possuem sushi, apenas um bom sashimi. O diferencial da cozinha está nos pratos quentes alí servidos.

Sobre uma grande chapa de ferro (virada para o modesto salão) são preparados diversos tepans, yakisobas e outros pratos bem gostosos, cujos aromas enchem de fome o recém-chegado cliente.

Quem tiver interesse de provar, eles funcionarão até o dia 15 desse mês, mas eu sugiro que façam a visita antes, pois os últimos dias de um restaurante provavelmente não devem ser com os ingredientes mais frescos. Afinal, eles precisam acabar com o estoque...

Bom, trata-se do fim de uma história... Mas de um novo início para sua proprietária, que se mudará para Luziânia, onde abrirá um novo empreendimento para ficar mais perto de sua mãe, que lá reside.

Sem mais, irei agora saborear algum prato por lá, uma vez que, com a mudança, nossa cozinha está interditada.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ARROZ COM CAMARÃO – Aproveitamento do “resto”

Uma lição que aprendi com minha mãe é que se deve evitar AO MÁXIMO jogar comida fora. Só que às vezes comemos algo no almoço, mas não queremos repetir o menu no jantar ou no almoço do dia seguinte.
Qual a solução? Criatividade!
Dessa forma, se você fez a receita dos Camarões, Lula e Legumes na Chapa  e o Arroz com brócolis (seguindo a minha dica de não misturar o arroz que não fosse ser consumido), agora você poderá utilizar o que sobrou e fazer um prato rápido e gostoso.
A receita original (sem as adaptações) desse arroz foi repassada há muitos anos por minha madrinha.

Vamos ao que interessa:

INGREDIENTES:

1 cebola
1 pimentão vermelho ou amarelo
1 cenoura pequena ou ½ cenoura grande
Arroz branco cozido
Camarão
250 ml de água
Azeite extra virgem
Pimenta do reino
Sal
1 colher de café de açafrão da terra (opcional)
Queijo parmesão ralado (opcional)
Salsa e/ou coentro (opcional)

MODO DE PREPARO:

Cortar a cebola em cubos pequenos.
Cortar o pimentão em cubos pequenos.
Refogar a cebola em um fio de azeite em fogo alto.
Acrescentar o pimentão.
Adicionar uma colher de café de sal.

Tampar a panela e baixar o fogo.
Bater a cenoura no liquidificador com o açafrão da terra e com a água.
Acrescentar esse suco de cenoura à panela e voltar ao fogo alto.

Acrescentar os camarões que restaram da outra receita.

Provar o sal e fazer a correção se necessária.
Adicionar o arroz e mexer com delicadeza para não quebrar o arroz.
Adicionar o queijo a gosto e mexer com cuidado até que ele derreta.


Por fim, adicionar a salsinha e/ou o coentro picados, mexer e desligar em seguida.


Tempo de Preparo: 20-30 minutos.
Nível de Dificuladade: Moderado.
Servir com salada verde.

DICAS:

1) Essa receita pode ser feita só com camarões, só com lulas ou com os dois. Além disso, também podem ser acrescentados outros frutos do mar.

2) Caso essa receita seja feita com camarões e lulas crus, basta prepará-los e temperá-los conforme descrito na receita dos Camarões, Lula e Legumes na Chapa e refogá-los rapidamente e separadamente em uma frigideira anti-aderente.

3) Pode-se não usar o açafrão da terra ou usar o açafrão verdadeiro.

4) Recomenda-se não usar o queijo se a o arroz não for consumido assim que ficar pronto.

5) Se ainda sobrar, esse arroz fica bem gostoso requentado, de preferência sem o queijo, pois este muda sua textura quando reaquecido.

Buon appetito!!!